Composta por Alisson Coutto, Vinicius Bigjohn, Rafael Ramos e Fabio Espinhaço, a Coutto Orchestra é uma das gratas surpresas no cenário musical sergipano. Fundada em 2010 na capital do estado, a banda lançou recentemente o CD Eletro Fun Farra, que teve a faixa Forbelle premiada no V Festival Aperipê de Música. O grupo que tem agenda de shows que varia de Aracaju à Colômbia, cedeu entrevista ao JS, confira.
JS- A história de vocês é recente, porém com bastante sucesso. Como se formou o grupo e quais as influências?
A Coutto Orchestra surge como banda em 2010, com a proposta de criar sensações imagéticas através de música. O projeto sempre trouxe como propósito promover um caldeirão sonoro, trazendo referencias de diversas sonoridades, principalmente as que podem ser encontradas nas ruas do mundo, como o tango, as machas, o forró, as músicas do leste europeu, latina e da cultura sergipana, estas, ao fundir-se com os beats eletrônicos formam a essência do nosso caldeirão sonoro.
JS- Antes do atual trabalho, vocês lançaram 2 EP`s , o Micromúsica (2010) e o Aratu Milonga (2012). De lá pra cá houveram mudanças? Como se deu a construção do Eletro Fun Farra?
O Eletro Fun Farra é o disco que culmina todo o processo de mudança e amadurecimento que estamos tendo. Ele se inicia desde o primeiro EP (Micromúsica), passando pelo Aratu Milonga até chegar a este formato, que acreditamos ser até o momento, o mais maduro e conciso que conseguimos. O eletro FUN farra busca celebrar a aldeia global em apelos festivos e imagéticos, mescla elementos daqui e do mundo em batidas fortes e melodias simples. Uma celebração para além da geografia.
JS- A arte do Eletro Fun Farra produzida pela fotógrafa Moema Costa e a artista visual Gabi Etinger é belíssima. O que vocês quiseram expressar?
A proposta da banda sempre foi trabalhar com sensações imagéticas, seja através da música ou através das projeções que fazemos durante o show, e a capa do nosso álbum não poderia tentar trazer uma sensação diferente. A arte do disco tenta retratar em imagens um pouco da sonoridade proposta pela banda, onde a gente mescla suaves melodias (representado pelas bailarinas) ao universo tecnológico, da cultura Dj (representado pelas TV, cabos e todas parafernálias compostas na capa). As sujeiras e o excesso de traços muitas vezes encontrados na capa também refletem o barulho, os ruídos da vida cotidiana, da rotina.

